terça-feira, 5 de novembro de 2013

Até a última gota...

Use as gotinhas de insulina de sua caneta até o fim!
Elas valem ouro.
No começo eu desperdiçava...
Sabe dessas coisas que a gente aprende com o tempo?
Quando via aquele tantinho de insulina na caneta,
e via que não ia dar para tantas unidades que precisava...
Acabava começando uma nova caneta e descartando aquele tantinho...
Até que um dia, não sei por que, resolvi selecionar e ver quantas unidades ainda restavam...
Aí que vi o tanto que desperdicei até aquele momento jogando fora...
Então fica a dica, aquele tantinho que você acha que não dá pra usar, dá sim!
Use, e depois complete o que falta usando uma caneta nova...
Simples assim!!!




terça-feira, 29 de outubro de 2013

Esse é o Bruno...















Eu sou o Bruno Pereira e estou lançando o meu primeiro livro “Aventuras a 90 de Glicemia”, que conta um pouquinho da minha história de vida com o diabetes, desde o diagnóstico, passando pelas dificuldades e superação em família até as minhas viagens para outros países da América do Sul participando de acampamentos de jovens com diabetes e ministrando cursos nesta área.

O objetivo do livro é mostrar aos jovens e adolescentes que o diabetes não é nenhum bicho de sete cabeças e que é possível ter uma vida feliz, sem abrir mão do que se gosta de fazer.

Gostaria de convidar a todos para o lançamento, que será no sábado 09/11/2013 a partir das 16 horas.

Aqueles que planejam ir, podem confirmar presença no evento pelo Facebook: https://www.facebook.com/events/1414817088747279/

E para aqueles que não puderem estar no evento, o livro já está a venda na página: https://clubedeautores.com.br/book/152054--Aventuras_a_9_de_Glicemia


Parabéns Bruno!!! No mês da diabetes, um ótimo exemplo para todos nós!!!

É possível sim viver bem com a Diabetes!!!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Pequenas coisas que fazem uma pessoa diabética feliz...

No geral, a situação para os diabéticos em relação a conseguir seus medicamentos, insumos, atendimento médico etc, é mais negativa do que positiva. E quando é mais negativa, costumamos falar mais, para ver se as coisas melhoram né...
Porém, na sexta-feira aconteceu algo tão pequeno, mas que pra mim foi algo grandioso sabe... Algo que na verdade deveria ser tão corriqueiro na vida de um diabético de qualquer lugar...
Fui à farmácia pegar meus remédios e insumos. Toda vez temos que levar o glicosímetro para descarregar os valores das glicemias...A atendente ao observar que eu fazia muitas medições me falou: "nossa, você mede bastante né? as 200 fitas dão pra você usar? porque se acabar antes, você vem aqui pegar mais hein!" Falei pra ela que não seria necessário não eu pegar mais, pois tinha dias que fazia mais e outros que fazia menos, que então compensava...
Agora me falem, não é de admirar? Pois, sei de lugares que as pessoas não recebem o tanto necessário ou às vezes nem tem para receberem...
E você, o que tem a dizer sobre isso?


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

insulina, insulina, insulina...

A insulina é minha melhor amiga.
Mas às vezes me dá uma rasteira.
Ontem foi assim.
Passei o dia perfeito: 81,89,86,125,91,76.
Achei que fecharia o dia com perfeição.
Só que não.
À noite, apliquei insulina demais pra jantar.
Tive hipo de 40, com direito a sintomas que não sentia há tempos.
Estava assistindo Dexter, penúltimo episódio da série.
Falei pro meu marido: não estou entendendo nada...rs...
Correria: água com açúcar, yakult, suco de maçã e aproveitei pra detonar no chocolate que já estava comendo anteriormente...
Na minha cabeça eu iria acordar hoje com aquela mega glicemia né...rs...
Mas, até que nem tanto...158...Considerando tantos carboidratos na correria da hipo na noite anterior...



sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Infográfico - Diabetes da Lilly

Olá pessoal! Tudo bem com vocês?

Por aqui uma correria, por isso não tenho postado tanto como antes...E também porque chega uma época que parece que não temos muito o que falar...rs...Apesar de que já faz uns dois meses que não coloco aqui minhas planilhas de controle...Farei isso em breve...rs...

Um dia desses recebi um e-mail e gostaria de compartilhar com todos que acessam este blog. Não só diabéticos, mas também os não diabéticos. Achei legal essa iniciativa e compartilho com vocês. Informação devemos sempre compartilhar!

Até mais!



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Não sei nem o que dizer...

Então...fui na minha consulta no dia 02/8.
Assim que entro na sala, a médica me olha e me fala: ahh, você usa Lantus né?
Respondi que sim e que estava lá para "atualizar" a minha receita, já que valia só até esse mês.
Aí que vem a novidade: ela me falou que eu devo usar a minha receita da médica particular, por se tratar de ação judicial!!!
Como assim? Falei pra ela. Sempre precisei atualizar a receita, porque senão lá na farmácia, eles não fornecem sem a receita da prefeitura.
Não imagina...a Lantus não faz mais parte da lista de medicamento da rede, então não temos como receitar...Como assim? Nunca fez parte da rede, por isso entramos com a ação judicial para receber!!!
Cada uma viu...
E o jeito que ela fala, parece que é a gente que tá "viajando", falando bobagem...anos e anos e agora vale a receita da médica particular e vem me dizer que sempre foi assim?
Então pessoal de Jacareí que recebe a Lantus via ação judicial, agora VALE a receita do médico particular! Só quero ver o mês que vem que eu tiver que ir lá, se vai ser tudo bem...



Eita novela enrolada...

Então...como eu havia falado no último post, precisava ir ao posto médico para marcar consulta para passar pelo clínico geral e este encaminhar para o especialista (endocrinologista) no SIM.
Fiz isso. Cheguei no posto, peguei uma senha para marcar a tal consulta. Mas, mesmo assim, ainda não estava me conformando com isso. Se já sou diabética, se já recebo há anos as insulinas, se já sabem da necessidade de se passar pelo endócrino...Pra que passar pelo clínico geral no postinho? E outra, precisam ver a demora só para se marcar uma consulta...
Cheguei lá e conversei com a moça da senha. Expliquei pra ela que a minha receita estava pra vencer e tals e toda a ladainha...Ela me deu a bendita senha pra marcar a consulta...Estou lá esperando e não me conformando vou lá e pergunto para uma outra atendente lá que me diz a mesma coisa...Claro que não me conformei ainda...voltei na mulher da senha e perguntei se então eu poderia passar pelo médico de plantão só para atualizar a receita...Disse que não é claro...mas depois de tanto tempo perdido ali, falou pra eu conversar com a assistente social do posto.
Fui lá na salinha da assistente social e expliquei novamente a situação...Falei que antes a coisa funcionava de um jeito e agora falavam que tinha que ser de outro... Falei tudo que não concordava com aquilo e mostrei os motivos...Ela foi muito atenciosa e pegou meus dados para ver o que era possível de se fazer...
Depois me ligou e me falou que minha consulta estava marcada com o especialista no SIM, dia 02 de agosto às 8h30!


sexta-feira, 19 de julho de 2013

E pra que facilitar, se eles podem dificultar?

E pra que facilitar, se eles podem dificultar? Aqui em Jacareí, a receita das insulinas é válida por 6 meses. Então a cada 6 meses temos que passar pelo médico endocrinologista da Prefeitura para "atualizar" a receita. Para marcar tal consulta, íamos lá no SIM (Serviço Integrado de Medicina) e deixávamos o nome lá. Depois disso eles ligavam marcando a consulta para passar no especialista, que no nosso caso é endocrinologista. Eis que minha receita está para vencer, e eis que fui lá como sempre para deixar meu nome. Novidade: agora tem que ir no posto médico, marcar consulta no clínico geral para que este encaminhe para o especialista!!! Afffff!!! Aí argumentei, olhe eu sou diabética tipo 1, já tem um número de pessoas diabéticas que recebem medicamentos de uso contínuo (pois, pelo que sabemos não há cura né!). Vocês já devem ter um arquivo aí com essas pessoas. Por que que nós temos que fazer todo esse caminho? Se antes era mais simples? E que a cada 6 meses sabemos que temos que vir aqui? Aí, sabe como é né? Tudo é por causa do sistema informatizado!!! E ainda: Mas se eu não conseguir consulta antes data de vencimento da receita? Ahhh, pode ser receita do clínico geral!!! Como assim??? Não se leva a sério né, a necessidade do paciente ter acompanhamento de um médico especialista! E mais uma pequena observação: da última vez que precisei de consulta, fui lá deixei meu nome e no mesmo dia me ligaram, marcando consulta para o dia seguinte. Sabem por que? Porque estavam fazendo um mutirão. Tinha lá um monte de médico endocrinologista atendendo para que os pacientes fizessem aquela solicitação lá pro governo. Assim, a prefeitura iria diminuir consideravelmente o número de pessoas para fornecer a Lantus!!!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Glicemias do mês de junho e novos parâmetros.


Olá pessoal!

Como vocês podem observar, a planilha de glicemias do mês de junho está um pouco diferente dos outros meses.
Resolvi fazer algumas alterações nos intervalos dos valores da glicemia.
As anteriores estavam seguindo os intervalos estipulados pela Luana Alves, do blog "A Diabetes e Eu". Mas, como cada um é cada um, achei mais apropriado fazer um intervalos de acordo com a minha realidade...rs...
Vejam: 

Sei que hipoglicemia é abaixo de 70, porém pra mim quando está na casa dos 60, sinto que não corro tantos riscos, é meio que normal sabe? Por isso, estipulei estado crítico os valores abaixo de 60...Sinto que a cor vermelha é a melhor cor para esses valores...rs...ATENÇÃO! CUIDADO! etc...
Sei que o ideal de glicemia para as pessoas que não são diabéticas seria estar entre os valores de 70 a 99. Porém, como sou diabética e sei que a coisa varia bastante, estipulei para mim, como valores normais, aqueles que estão entre 61 e 140. Na casa dos 60 já expliquei, agora na casa dos 100 aos 140, creio que são valores adequados para quem é diabético. Neste intervalo, não corro risco de hipoglicemia e também posso ficar um pouco despreocupada em relação a ter que comer algo, posso fazer exercício físico, não preciso aplicar insulina para correção, entre outras coisas que agora não me lembro...rs...
Quando sai um pouco desse intervalo, como por exemplo, entre 141 e 160, aí já não gosto muito...mas tudo bem...Geralmente não corrijo a glicemia quando estão nestes valores e também não como nada. Se estiver com fome, como, mas já aplicando um pouquinho de insulina ultra-rápida... É bom também quando quero fazer um soninho...sei que posso ficar tranquila com a glicemia um pouquinho mais altinha...
Agora, a coisa começa a apertar a partir dos 161...Esses são os valores que tento combater com maior ferocidade...rs...É claro que uma vez ou outra, não há como fugir...mas devemos tentar evitar ao máximo, se quisermos nos preservar das complicações futuras... Se vou comer com a glicemia nestes valores, já aplico a insulina para o alimento e mais correção...Acima dos 181 aí já pego mal pra caramba...rs...Aplico insulina  e procuro ficar sem comer por algum tempo para baixar...Evito fazer exercício também, pois vi não sei aonde (não me lembro agora), falando que não é bom fazer exercício com glicemias muito altas...

Bom é isso...na próxima consulta vou mostrar para a médica e ver o que ela acha...se estou certa ou se devo mudar meus parâmetros...

E vocês, o que acham sobre isso? E os seus parâmetros? São outros? Comente aí para que possamos trocar ideias e experiências do nosso dia-a-dia tão cheio de emoções...rs...

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Feliz...A1C 6.3%


Essa semana foi de lascar...

Essa semana foi de lascar...
Na semana passada estava fazendo dieta direitinho, com apenas algumas pequenas exceções...
Fiz exercício a semana inteira...
Daria uma nota 8 pra mim!!!
Já essa semana...me daria uma nota "zero"...
Semana fria, festinha junina, bolo que a Kaly fez, pé de moça que a Tati fez, pãozinho torrado pra acompanhar sopa, entre outra coisinhas, daqui, dali...
E zero de exercício...só preguiça e vontade de deitar...:P
Qual o maior problema disso pra mim?
Não conseguir emagrecer, aumento do colesterol, maior quantidade de insulina...snif, snif...
Mas, sei que não adianta chorar...a culpa é toda minha...
Preciso retomar e manter um ritmo saudável com dieta e exercícios...
Força pra mim!!! E pra quem mais precisar!!! rs...



segunda-feira, 24 de junho de 2013

Laboratório Municipal de Jacareí - Hemoglobina glicada - falta kit


Já falei aqui né que tenho feito meus exames no Laboratório Municipal pelo SUS.
Hoje foi dia de ir lá, pois minha receita para insulinas está para vencer no mês que vem, então tenho que fazer exames, marcar consulta para conseguir renovar a receita para mais 6 meses.
Muuuuita gente para fazer exames, e aí não tem jeito, sou obrigada a entrar na fila preferencial para não correr risco de hipoglicemia. E mesmo assim, ainda é demoradinho...Enquanto esperava, fui monitorando a glicemia...Dá medo né, pois o jejum é longo...mas estava 99...ainda bem...
Mas, olhem só que absurdo uma coisa...não tinha o kit necessário para fazer o exame da hemoglobina glicada!!! Como assim???
Conclusão: para não perder o jejum que já havia feito, fui a um outro laboratório, piquei meu outro braço, paguei R$ 27,30 para fazer o exame da glicada...


quarta-feira, 19 de junho de 2013

Teste de glicemia obrigatório nos hospitais e prontos-socorros

Determinar o teste de glicemia como obrigatório em hospitais e prontos-socorros antes de qualquer procedimento médico está em pauta. Acreditem, ainda há lugares onde a utilização deste teste não ocorre adequadamente. Tanto é que mortes têm ocorrido em decorrência desta situação.
Mas, assim como o diabético que possui um glicosímetro em suas mãos, que não sabe o que fazer com ele, não adianta também ter o glicosímetro disponível nos hospitais e prontos-socorros se os profissionais não souberem como e em que hora certa usá-lo.
Então a educação permanente em ambos os casos é fundamental para que erros não ocorram. No caso específico dos hospitais e prontos-socorros, entende-se que o profissional já seja capacitado para avaliar o quadro clínico do paciente e iniciar o atendimento adequado, pois:
1) Faz parte da graduação tanto para medicina quanto para enfermagem;
2) Estando um profissional em uma área especializada deveria no mínimo ir em busca do conhecimento específico;
3) Existem guidelines internacionais para atendimentos de urgência e emergência para estudo e capacitação profissional;
4) Devido a lotação dos serviço de saúde no Brasil foi implementado o Acolhimento e Classificação de Risco de Urgência, no qual enfermeiros ou técnicos de enfermagem são treinados para atender o paciente em um tempo mínimo afim de ouvir a queixa e realizar o primeiro exames como a glicemia capilar e assim priorizar o atendimento dos pacientes que realmente necessitam.
5) Ainda existem os protocolos internos como esse, nos quais ficam definidos o que se deve fazer.

E com todos estes recursos muitos pacientes não são atendidos adequadamente! 

Pensando em tudo isso, junto ao questionamento da obrigatoriedade do teste de glicemia deve ser discutido a capacitação efetiva da equipe técnica que atende nos serviços de urgência e emergência do país. Pois, em se tratando de saúde humana, dependendo do procedimento adotado, não há como “consertar” depois, infelizmente.

Vejam alguns casos nos posts sobre a campanha nos blogs sobre Diabetes:
Ao Trabalho
DiaDiaDiabetes
Jujuba Diabética
Doces Contos de Uma Vida Doce
Eu, meu Filho e o Diabetes
João Pedro e o Diabetes
Viver Com Diabetes
Doce Dia
Minha Doce Marcela
A Diabetes e Eu
Minha Filha Diabética
Diabetes e Você
Clique na imagem para assinar a petição pela obrigatoriedade  de glicemia capilar  em hospitais e pronto-socorros
Agradeço à minha prima Roberta Souza, enfermeira formada pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, pela valiosa colaboração nas informações.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Mais um novo mês que começa...

Mais um mês que termina...
e mais um mês que começa...
anotações e mais anotações...
que continuam...

sexta-feira, 24 de maio de 2013

cada coisa no seu devido tempo...



No dia 22 de maio se fosse vivo, faria 72 anos...
Mas nessa vida, chegou apenas aos 36...
Viveu até 1977...
E em 1977 eu tinha 1 ano de idade...
Hoje tenho 37 de idade e quase 9 de diabetes...

Acho que minha herança genética para a diabetes veio daí...rs...
Ele não era diabético...
Mas, na mesma época que fiquei diabética tipo 1,
um primo meu por parte de pai tb ficou...
Não vou me aprofundar nesse assunto, pois
seriam meras especulações...hehehehe...
(acho assim...que eu tinha predisposição genética para desenvolver
a diabetes...poderia não ter acontecido isso...mas aconteceu...
talvez pelo descontrole emocional? isso teria sido um gatilho?
sei lá...hehehe)...

Ainda bem que não fiquei diabética quando criança...rs...
Já pensou? Minha mãe com 3 crianças pequenas...
E depois na minha "aborrecência"...
Já pensou? Não lidaria tão bem quanto lido hj com a diabetes...

Pois é...cada coisa no seu devido tempo...

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Trocando experiências...


É isso aí Margarete! Apesar das adversidades, tudo deu certo! E super certo né? Já é até vovó!
Mas isso foi em uma época bem mais difícil para se ter o controle da diabetes, há 23 anos!!!
Hoje em dia, a realidade é outra...
Os recursos que temos para o controle da doença são outros...
Então dá para ter o controle da diabetes e tb ter uma gestação tranquila...

domingo, 12 de maio de 2013

Sim, há mamães diabéticas sim!

Olá pessoal

Esse post é em especial para aquelas mulheres que não deixaram a Diabetes ser empecilho para se tornarem mães.
Mais um dos inúmeros mitos que cercam a Diabetes é aquele que diz que mulher diabética não pode ter filhos.
Bom, isso não sou que estou dizendo, pois temos por aí inúmeras provas que isso realmente é um mito!
Não sei se vou conseguir lembrar de todas, mas lá vai:

Kath Paloma, Luciana Oncken, Cristiane Costa, Teresa Gujokas, Mariana Neves, Carol Freitas, Elisa Kobayashi, Adriane Salomão, Marianne Rogatto, Margarete Godoy, Sâmela Thalyta...

É claro que são necessários alguns cuidados. Por exemplo: é fundamental estar com a diabetes bem controlada, com os níveis de hemoglobina glicada bem próxima do normal (porém, sem hipoglicemias). Se a mulher estiver planejando a gravidez, aí fica mais fácil se preparar antes em relação a essas questões. Se estiver com a glicada elevada, ela deve se preparar para estar primeiramente com a diabetes sob controle para optar por uma gravidez sem riscos.

Então, controle rígido da diabetes durante a gravidez, é tudo! Concordam?

Leiam aqui um artigo interessante sobre o assunto no site da SBD:
http://www.diabetes.org.br/sala-de-noticias/2324-diabetes-e-gravidez

domingo, 5 de maio de 2013

de novo...outra vez...novamente...sim, nós podemos comer doces!

Um dia desses fui eu lá no posto central da prefeitura fazer o descarte do meu "lixo diabético"...rs...
Pra quem não sabe, o meu "lixo diabético" consiste em agulhas, tiras, lancetas utilizadas diariamente...
E que vou juntando num lixinho próprio para depois ir lá no posto municipal descartar em recipientes adequados...
Minha latinha tava cheia e no meio do meu lixinho tinha uns papeis de bombons que eu havia comido...
Nossa...pra quê???
A enfermeira quando viu aquilo, já foi logo abrindo a boca:
"Espero que não tenha sido a pessoa diabética que tenha comido esses bombons"... (!!!)
E de novo...outra vez...novamente...
Sim, sou diabética! Sim, eu posso comer doces!
Aliás, às vezes eu devo comer doces!
Aliás, a maioria das coisas que comemos tem carboidratos que se transformam em açúcar...
Claro que não devemos nos entupir de doces...
Assim como qualquer outra pessoa que não seja diabética...
Porque não tem nada de nutritivo, engorda e tals...
Mas o mais importante, não, não é proibido!




quinta-feira, 2 de maio de 2013

Glicemias de abril...


Meu mês de abril foi assim "glicemicamente" falando...rs...
Nem tão belas assim, mas tb nem tão horrendas...
Glicemias típicas de uma pessoa com diabetes...
Claro que a gente tenta sempre melhorar...
Eu pelo menos sou assim...
Procuro ver onde as glicemias não estão dentro do esperado
e tento fazer com que elas se ajustem...
Tarefinha diária...
Fazer o quê? Largar é que não pode!

E a de vocês? Como se comportaram?

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Rumo de casa...

Na primeira vez que resolvemos morar juntos eu saí da casa da minha mãe e ele da casa dos pais.
Naquela época optamos por um pequeno apartamento.
Foi uma alegria. Não tínhamos nada. t.v, máquina de lavar roupa, computador, carro...
Acho até que seria mais fácil falar o que tínhamos: nossa cama, meu guarda-roupa que levei da casa da minha mãe, fogão e geladeira e um rádio que tocava fitas :)
E eu também não tinha Diabetes.
Mudamos. Estava recém formada, então achava que tinha que trabalhar.
E trabalhava muito! De manhã, tarde e noite.
Não aguentei. Um tempo depois fiquei muito doente.
Mas ainda não sabia que era Diabetes.
Imagina...sentindo todos aqueles sintomas da doença.
Estava extremamente cansada.
Um desânimo me tomou conta. Queria mudar de vida, de casa, de cidade...
Foi o que fizemos. Decidimos morar em uma cidade aqui perto com praia.
Ainda não sabia que estava com Diabetes.
Saíamos para procurar uma casa para morarmos.
Andava, sentia aquela sede horrível e vontade de fazer xixi toda hora e cansaço :P
Enfim, achamos uma casa e nos mudamos.
Aí já havia diagnosticado a Diabetes. Foi bem no começo da convivência com ela.
Foi tenso! Trabalhava em uma escola difícil, em uma outra cidade, longe de quem eu conhecia, tendo que aprender a lidar com a diabetes...
Ficou difícil...resolvemos voltar para Jacareí...
Novamente fomos em busca de um novo lar...
Encontramos e foi a partir daí que realmente passei a viver de maneira bem mais tranquila...
Gostava de onde eu morava, de onde trabalhava, a diabetes não era mais um bicho papão para mim...
Depois de um tempo vivendo nesse novo lar, que também é um apartamento, chegou uma hora que percebemos que este espaço está muito limitado para nós...
Não! A família não está crescendo!!! rsrsrsrs... É que queremos ter um espaço maior para podermos plantar, ter cachorro, fazer barulho...rsrs...
Só que dessa vez, não há estress algum...somente muita vontade mesmo de querer mudar de casa simplesmente...
Mas também queremos fazer a nossa própria casa... estamos empolgados com isso...
E para muita gente isso parece difícil...
Difícil é, mas não impossível... é só ter bastante empenho...
Até criei um novo blog para falar sobre isso...
Quem quiser acompanhar segue o link: http://rumodecasa.blogspot.com.br/

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Não concordo...

Tanta gente que tem diabetes e que não se conforma com isso...
Acha que é o fim do mundo...
que é castigo...
que é uma droga...
que é sofrimento...
que é uma merda...
Eu não concordo com isso!!!
Não concordo mesmo!
Dizem que...
não podem comer o que querem...
reclamam de aplicar insulina...
de medir a glicemia várias vezes ao dia...
acham que  não são normais...
Ai ai ai...


domingo, 14 de abril de 2013

Diabetes e Picos













Tá aí uma pessoa que admiro! Maria João. Ela diabética tipo 2 lá de Portugal...Super atleta...já viram o blog dela com a amiga Catarina também atleta e diabética (tipo 1)? O blog chama Diabetes e Picos... Mas os picos do nome não tem nada a ver com os picos da diabetes...rsrs...São outros picos bem mais interessantes...Desses que para muita gente não seriam picos para quem tem diabetes...
Um dia desses (assim como vários outros) estava eu aqui me lamentando sobre a minha preguiça de fazer exercícios...Eis que a Maria João me deixa esse recadinho (acima). Pensei, pensei...tentei encontrar algo, porém não adianta imaginarmos algo que depois na realidade não funcionará...rsrsrs...
Então, resolvi, dentro dos meus limites (de preguiça rsrs) me fazer um desafio...Pra mim um baita desafio...Comecei na semana passada, desde segunda-feira...Me comprometi comigo mesma de fazer todos os dias da semana, pelo menos 30 minutos de exercícios...de 7 dias da semana, consegui fazer 5 (só não fiz na quarta e no sábado)!!! hehehehe...É pouco? É, é pouco! Porém, com esse pouco já consegui reduzir 2 unidades de Lantus! É pouco...mas antes pouco do que nada né? O meu desafio continuará para a próxima semana...às vezes tô lá nos 7 minutos, 16 min, 27 min...e me dá uma vontade de largar...Aí eu lembro do meu desafio, e vou até o fim! E penso também no quanto vou poder controlar melhor a glicemia e talvez conseguir emagrecer um pouquinho, reduzir as taxas do colesterol etc...Acho que no fim das contas a minha motivação foi vc Maria João! Obrigada!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Um documentário que todos deveriam assistir...

Olá pessoal!
Na semana passada assisti um documentário que eu gostei tanto, tanto, mas tanto...
Que eu estou divulgando ao máximo, porque eu acho que todos deveriam assistir...
Quem já assistiu há de concordar comigo, né? rsrsrsrs...
Se chama "Muito além do peso".
Mostra como as crianças estão tendo problemas de saúde que só deveriam ter quando adultos!
E isso em decorrência das fortes propagandas destinadas ao público infantil...
Isso e muito mais...chocante...
Algumas pérolas:
- A menina ao ver uma batata e não sabia o nome, mas sabia muito bem o que era o saco de batata frita.
- Um pacote de bolacha recheada equivale a oito pãezinhos franceses.
- O boneco do Mac Donalds fazendo showzinho em uma creche.
- E a produção da salsicha então!!! ÉÉÉcaaaaaa...
- Os famosos sucos de caixinha e suas enganações...
- E pior... crianças com pressão alta, colesterol alto, trombose, artrite...

E por aí vai...

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ASSISTA!!!

sábado, 6 de abril de 2013

Falta de vontade política aqui em Jacareí!


Aos nobres jornalistas, colegas, amigos e a população de Jacareí (notadamente os diabéticos).

Como advogado, baseando-se nas frases: "A maior riqueza é a saúde(Ralph Waldo Emerson) e "Quem salva uma vida salva a humanidade" (Provérbio Judaico) e nos ensinamentos do meu mentor, Dr. Nelson Garcia Rosado, Promotor de Justiça aposentado, hoje colega de advocacia, tento dar continuidade ao seu trabalho em ajudar os necessitados de nossa cidade e, já ingressei com inúmeras ações envolvendo questões de saúde.

Um caso específico de fornecimento de medicamento tem chamado a atenção da imprensa. O fornecimento da insulina Glargina (lantus®) aos diabéticos, sendo que o Secretário de Saúde de Jacareí passou a fazer declarações junto a imprensa na qual não concordo e por isso passo a demonstrar o meu entendimento sobre o caso, respeitando, sempre, os posicionamentos contrários.

ENTENDENDO COMO TUDO COMEÇOU EM NOSSA CIDADE

No ano de 2005, alguns diabéticos carentes foram procurar o Ministério Público, no caso o Dr. Nelson Garcia Rosado. Após ouvir cada um deles, foi instaurado um procedimento, no qual expediu-se ofícios a inúmeros médicos especialistas em endocrinologia renomados, questionando principalmente a diferença entre as insulinas: NPH (padronizada e fornecida pelo SUS), Regular Humana (padronizada e fornecida pelo SUS) e a Glargina (não padronizada até o momento e por isso não fornecida). Também se apurou nas investigações que outros estados já estavam fornecendo a insulina Glargina, ou seja, foram criados protocolos para o fornecimento do medicamento, reconhecendo a sua importante o principal: o custo benefício a longo prazo para o diabético e para os cofres públicos (Estado do Paraná, Minas Gerais e outros).

Dentre as informações prestadas pelos médicos, podemos destacar as seguintes:
O combatido e Ilustre Médico-Perito do Poder Judiciário, Dr. João Paes Neto, em resposta ao ofício encaminhado a sua pessoa, esclareceu que:
1. Qual o tipo de insulina atualmente recomendado aos pacientes insulinodependentes?
R: Lantus ® (Glargina).
2. Por quê?
R: Porque mantém os níveis sanguíneos de insulina constantes no decorrer das 24 horas do dia.
3. Quais os efeitos das insulinas NPH humanaRegular humana e Glargina nos pacientes?
R: Os efeitos de qualquer insulina é o Hipoglicemiante, no entanto as insulinas NPH e Regular Humana podem fazer “picos”durante o dia, neste sentido terá momentos de baixa concentração sanguínea, enquanto que a insulina Lantus não, esta mantém constante concentração sanguínea.
4. O que quer dizer variação de picos de ação?
R: Respondi no item 3.
5. O que pode acontecer quando ocorre a variação?
R: O paciente pode sentir os efeitos da hiperglicemia e até recorrer a serviços de saúde por causa de complicações graves como alterações visuais, renais, cardiovasculares, osteomusculoesqueléticas e cerebrais, incluindo-se até o coma diabético, se a hiperglicemia perdurar por muito tempo sem ser corrigida.
6. Quais insulinas podem apresentar tal variação?
R: A NPH e a Regular Humanas.
7. Com base na Lei Estadual de n. 10.782/01, qual a melhor insulina atualmente a ser recomendada aos munícipes?
R: Usando o médico que a prescreve, o “bom senso” para cada caso é a sugestão deste Jurisperito. No entanto, sem sombra de dúvidas, a Insulina Lantus é a de melhor qualidade nos dias de hoje.
8. Quais os benefícios resultantes do uso da insulina Glargina Lantus®?
R: Respondi no item 3.
9. É possível considerar que esta insulina pode ser menos dispendiosa ao Estado, em face de seus resultados terapêuticos?
R: Sim. Porque uma complicação do Diabetes mellitus com internação do paciente em uma Unidade de terapia Intensiva, tem elevado custo ao paciente que tem um bem jurídico lesado, sua integridade física , mental e social, por negligência do Estado, não obstante o elevado custo financeiro para toda a sociedade pagar este tipo de tratamento e as seqüelas por poderão advir ao paciente poderão ser irreversíveis.
10. Tudo o mais que fora acrescentado ou aduzido por vossa Senhoria será de grande utilidade para o nosso propósito de bem servir àqueles que necessitam do remédio para sobreviver.
R: O paciente que não for bem tratado e complicar seu Diabetes poderá ter um enfarte aguado do miocárdio, uma amputação de membro, um acidente vascular cerebral, uma cegueira total  de um ou de ambos olhos, dependendo do sistema que for afetado pelo Diabetes descompensado. Isto levará o paciente à Incapacidade Permanente e Total ao trabalho, o que requererá Auxílio-doença do INSS e aumentará o ônus aos cofres da União, além de transformar o paciente em um marginalizado social, pois, não conseguirá ser admitido em exames médicos admissionais nas empresas.
O eminente Professor e Doutor Fadlo Fraige Filho, ilustre Médico Presidente da ANAD/FENAD, reconhecido nacionalmente por escrever sobre o tema, afirmou, em resposta ao ofício da Promotoria: ”...é hoje a doença que mais custa para o sistema de saúde, sendo que o custo do tratamento é infinitamente menor do que o do impacto econômico de suas complicações. Assim os srs. Secretários de Saúde, Prefeitos, Governadores e Ministério da saúde desconhecem que: 1 – O Diabetes é a principal causa, como etilogia única das doenças cardio-vasculares-arteroscleróticas. 1.A – Representa 40% de todas as coronariopatias e enfartes do miocárdio. 1. B – O “Derrame cerebral” que é o acidente vascular cerebral – AVC – é de 4 a 5 vezes mais incidente em diabéticos. 1. C – É a principal causa de amputação de mebros inferiores no Brasil, cerca de 60.000 e nos EEUU 90.000. 2 – É a principal causa de cegueira no Brasil e no mundo. 3 – É a principal causa de insuficiência renal – fase terminal, sendo que 45 a 50% dos pacientes que fazem hemodiálise são diabéticos. Pois bem, os gestores aceitam (ou tem a obrigação de )pagar as conseqüências de uma diabetes mal controlada por parte d paciente e dos profissionais, que consome aproximadamente, em custo direto, cerca de 40 a 45% de todo o orçamento da saúde dos municípios do Estado e da união. Não conseguem fazer a ligação entre o tratamento e as complicações que poderiam ser perfeitamente evitadas se os portadores tivessem acesso médico e farmacêutico e orientações médicas adequadas. O Custo indireto e previdenciário das complicações não é avaliado no Brasil. Assim, não temos dados sobre os valores perdidos na falta ao trabalho, auxílio doenças na aposentadoria e mortalidade precoces”.
Posteriormente complementou sobre as novidades dos remédios”...2º Os avanços tecnológicos nos trazem hoje, novos e mais eficazes medicamentos em todas as áreas. Assim, conhecedores de novos tratamentos, é dever técnico, científico e ético, dos médicos, prescrever e dar de seu conhecimento, o melhor a seus pacientes. Parabenizo os colegas de Jacareí”.
Respondendo aos quesitos que especificamente lhe formulamos, respondeu que: “A conduta para pacientes com Diabetes mellitus T 1 ou Diabetes Mallitus T 2, em tratamento intensivo aceita internacionalmente como o melhor esquema é o seguinte:
 1. Qual o tipo de insulina atualmente recomendado aos pacientes insulinodependentes?
R: Insulina Basal: Glargina ou Detemir e Insulinas ultra rápidas (Aspart ou Lispro) antes das refeições.
2. Por quê?
R: Por que é o melhor esquema que imita a fisiologia isto é a reposição natural obedecendo o que ocorre nas pessoas sem Diabetes. É também o mesmo esquema obtido pelas bombas de infusão contínua de insulina que conseguem, através da mesma “imitação natural” um excelente controle.
3. Quais os efeitos das insulinas NPH humana, Regular humana e Glargina nos pacientes?
R: Todas as insulinas têm como efeito o controle da glicemia, através dos seus efeitos hipoglicêmicos.
4. O que quer dizer variação de picos de ação?
R: Este é o ponto principal que determina a prescrição de uma ou outra. A insulina NPH tem pico de ação em torno de 8 a 10 horas e duração máxima de 16 a 18 horas, enquanto que a regular tem um pico de ação em torno de 3 horas e duração máxima de as ação de até 6 horas. Se analisarmos o que ocorre em pessoas sem diabetes, veremos que existe uma pequena e contínua (nas 24 horas) secreção de Insulina pelo pâncreas a qual denominamos de secreção basal. A qualquer momento em que a pessoas ingerir alimentos, diversos hormônios são secretados, e o principal deles, a insulina, é secretada de uma maneira rápida e pontual, na medida do necessário para metabolizar a quantidade de glicose presente no sangue, proveniente da digestão dos alimentos. Este é um processo natural fisiológico, com um automatismo e precisão que mantém as glicemias de jejum e pós alimentares dentro dos parâmetros normais. Esta é a secreção em Bolus, que é uma secreção rápida, que tem um pico de ação de uma hora e dura aproximadamente 2 horas. Pois bem, a ciência demorou cerca de 77 anos para aprimorar as cópias das insulinas humanas fabricadas por engenharia genética, que chamamos de Análogos de Insulina, onde foi mudado sua estrutura molecular, para que viessem a imitar o que a Insulina basal faz. São Insulinas Glargina e Detemir e as Insulinas ultra rápidas Lisrp e aspart, imitando a secreção rápida ou em Bolus, razão pela qual são prescritas antes das refeições. 
5. O que pode acontecer quando ocorre a variação?
R: Outro aspecto importante é a variação das ações, que nas Insulinas NPH tem ações diferentes em um mesmo paciente, com uma mesma dose, levando muitas vezes ao descontrole glicêmico ou à hipoglicemias. Este fato ainda é bastante desconhecido dos médicos e dos pacientes que não conseguem explicar como pode haver tanta variação. Uma das causa sabidas é de que esta Insulina é uma suspensão que deve ser homogeneizada levemente por cerca de 20 vezes, o que a grande maioria dos pacientes não faz.
6. Quais insulinas podem apresentar tal variação?
R: Deve ser ressaltado que as Insulinas NPH e regulares tem ação, tempo, picos e duração de ação, que nada tem a ver com a fisiologia, sendo esta uma das principais causas do seu abandono pelos profissionais que desejam prescrever corretamente. As novas Insulinas são preparações cristalinas, o que elimina os problemas das suspensões.
7. Com base na Lei Estadual de n. 10.782/01, qual a melhor insulina atualmente a ser recomendada aos munícipes?
R: Pelo exposto nos parágrafos anteriores, as melhores Insulinas atualmente são Insulinas basais: Glargina (LANTUS®) Detemir (LEVEMIR®) e as insulinas ultra-rápidas Lispro (HUMALOG®) e ASPART® (NOVO NORDISK).
8. Quais os benefícios resultantes do uso da insulina Glargina Lantus®?
R: Os benefícios das Insulinas basais e ultra-rápidas citadas são inúmeros, porém enfatizo que o uso dessas Insulinas leva a menos crises hipoglicêmicas dando maior estabilidade ao tratamento e ao próprio paciente. Lembro-me de testemunhos de muitas mães de crianças com diabetes T.1, que após o uso dessas Insulinas  voltaram a ter paz e tranqüilidade e que tiveram palavras elogiosas ao comparar este com tratamentos antigos. Existe trabalho publicado em Congresso Internacional mostrando que o custo das hipoglicemias que gera atendimento médicos e hospitalares é menor do que o custo de manutenção do tratamento com as Insulinas basais.
9. É possível considerar que esta insulina pode ser menos dispendiosa ao Estado, em face de seus resultados terapêuticos?
Além das hipoglicemias, consegue-se um melhor controle do Diabetes com menores intercorrências, como maior facilidade e conforto aos pacientes com o uso das Insulinas citadas acima. O melhor controle medido pelo exemplo de hemoglobina glicada A1c, resulta num menor índice de complicações. Este é o ponto principal e crucial que os gestores de saúde pública não entendem ou então não estão preocupados com o que vai ocorrer após o término de seu mandato político. Assim investir mais em tratamentos adequados e controles, incluindo-se aqui os sistemas de monitorização de glicemia como o uso dos glicosímetros portáteis, resultará em grande economia ao Estado, que terá custos menores para tratar das complicações graves do Diabetes mal controlado, mal conduzido e mal provido de recursos farmacêuticos.
Laudo fornecido pela Dra. Nanci Paula Cravero Shayer, distinta médica Endocrinologista, graduada pela Escola Paulista de Medicina, Mestre em Medicina pela FMUSP, Especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, também atendeu o nosso pedido e abaixo segue os quesitos e suas respostas:
1. Qual o tipo de insulina atualmente recomendado aos pacientes insulinodependentes?
R: O tipo de insulina atualmente recomendado aos pacientes insulinodependetes é a insulina GLARGINA.
2. Por quê?
R: O uso da NPH proporciona controle glicêmico parcial e, por apresentar os chamados “picos” e “vales” de concentração sanguínea, oferece controle mais pobre e maiores riscos de hipoglicemia.
3. Quais os efeitos das insulinas NPH humanaRegular humana e Glargina nos pacientes?
R: As insulinas NPH apresentam flutuações de concentração plasmática (“picos” e “vales”), que em geral não coincidem com as necessidades insulínicas dos pacientes, resultando em um controle glicêmico insatisfatório. Por apresentar duração inferior a 24 horas, são necessárias – no mínimo – duas aplicações diárias.
Em relação à insulina Regular, seu uso se restringe a complementar a ação das insulinas de ação mais lentas (NPH), uma vez que sua duração é de aproximadamente 4 (quatro) horas, não sendo adequada seja para proporcionar níveis basais diários de insulina, seja como cobertura aos níveis glicêmicos mais elevados resultantes das refeições.
Verifica-se que, quando a glicemia se eleva após a refeição, os níveis da insulina regular ainda são baixos, sendo que sua ação se prolonga por muito tempo após a glicemia haver baixado. Ou seja, não simula nem aproximadamente a ação da natureza, que é o que se busca com o tratamento.
4. O que quer dizer variação de picos de ação?
R: A variação dos picos da concentração de insulina pode não coincidir com o momento de ingesta alimentar do paciente. Isto acarreta risco de hipoglicemia, fazendo com que o organismo reaja prontamente com hiperglicemia, o que reduz significativamente as chances de um controle glicêmico satisfatório. Nos chamados “vales” ocorrem hiperglicemia, uma vez que os níveis plasmáticos de insulina são, em geral, insuficientes para as necessidades metabólicas do paciente. De qualquer forma a resultante nas duas circunstâncias, é um pobre controle glicêmico.
5. O que pode acontecer quando ocorre a variação?
R: Quando ocorre variação dos níveis de concentração da insulina, verifica-se níveis de controle glicêmico inadequados que se refletem nos valores de hemoglobina glicada. Sabe-se hoje que se os níveis de hemoglobina glicada forem inferiores a 7,5% minimizam-se os riscos das complicações decorrentes da microaniopatia diabética (cegueira, insuficiência renal, disfunção erétil, e outras). Por outro lado, níveis de hemoglobina glicada inferiores a 6,5% minimizam os riscos da ocorrência da macroangiopatia (infarto do mocárdio/derrame cerebral).
6. Quais insulinas podem apresentar tal variação?
R: A insulina que apresenta tais variações é a NPH (humana ou não). Por um lado – conforme exposto acima – a insulina regular tem ação por demais longa para cobrir os níveis glicêmicos resultantes das refeições e por outro, insuficiente para proporcionar níveis basais de insulina.
7. Com base na Lei Estadual de n. 10.782/01, qual a melhor insulina atualmente a ser recomendada aos munícipes?
R: Com base na Lei Estadual Número 10.782/01, a melhor insulina atualmente a ser recomendada a todas as pessoas que necessitam fazer uso de insulina, é a insulina Glargina.
8. Quais os benefícios resultantes do uso da insulina Glargina Lantus®?
R: A insulina Glargina Promove melhor controle glicêmico, reduzindo a ocorrência de episódios de hipo/hiperglicemia.
9. É possível considerar que esta insulina pode ser menos dispendiosa ao Estado, em face de seus resultados terapêuticos?
R: Embora de imediato o custo da insulina Glargina possa ser superior ao da NPH, o impacto negativo nos cofres públicos será muito maior face às complicações decorrentes do controle glicêmico inadequado. As complicações agudas cetoacidose diabéticas e coma hiperosmolar), devem ser tratadas a nível hospitalar, o que resulta em gastos adicionais, bem como sobrecarga ao sistema público de saúde. Por outro lado, as complicações crônicas (infarto do miocárdio, cegueira, insuficiência renal, amputações de membros) resultam em incapacidade permanete, o que leva à aposentadoria precoce, onerando duplamente o Estado, com pessoas jovens incapacitadas ao trabalho e que requerem cuidados especializados constantes.
10. Tudo o mais que fora acrescentado ou aduzido por vossa Senhoria será de grande utilidade para o nosso propósito de bem servir àqueles que necessitam do remédio para sobreviver.
R: Mais importante é o fato de que melhor controle glicêmico proporciona melhor qualidade de vida e maior longevidade aos pacientes portadores de Diabetes mellitus, algo que não tem preço.

DA PROPOSITURA DA AÇÃO CIVIL PÚBLICA

De posse dessas informações e após juntar 12 casos idênticos de pessoas com diabetes que necessitavam da insulina Glargina (lantus®) foi proposta pelo Ministério Público em benefício deles e de todas as pessoas residentes em Jacareí que necessitassem desse medicamento, Ação Civil Pública com objetivo de obrigar a Prefeitura de Jacareí e o Estado de São Paulo a fornecerem o medicamento.

Foi obtida liminar e fornecimento da insulina Glargina (lantus®) começou em 2006. A ação tramitou pela 1ª Vara Cível da Comarca de Jacareí, sendo o número do processo este: 1494/2006.  

Embora a ação tenha sido extinta em primeira instância (fundamento de ilegitimidade ativa), o Ministério Público obteve liminar em recurso no Tribunal de Justiça que manteve o fornecimento do medicamento até o julgamento do recurso. O Tribunal ao julgar o recurso deu parcial provimento, reconhecendo a importância do medicamento, mas restringindo a liminar somente para as 12 pessoas:

AÇÃO CIVIL PUBLICA - Fornecimento de medicamentos a vários beneficiários, portadores de diabetes mellitus tipo 1 e 2, todos hipossufícientes - Processo extinto, reconhecida a ilegitimidade ativa do MINISTÉRIO PÚBLICO – Preliminar afastada – Ação Parcialmente procedente - Recurso parcialmente provido (...) Assim, afasta-se a ilegitimidade ativa, julga se parcialmente procedente a ação civil pública, condenada as rés, solidariamente, a fornecerem o medicamento insulina lantus (glargina) aos beneficiários nomeados na inicial, enquanto perdurar a necessidade destes por referido produto, devidamente atestada por profissional competente, bem como por receita atualizada fornecida pelos beneficiários. Des. Rel. José Habice”.
DA SUSPENSÃO DO MEDICAMENTO EM JACAREÍ

Embora tenha havido a restrição da decisão judicial a Prefeitura continuou a fornecer a insulina por mais 4 anos. Em dezembro de 2012, após ter confirmado ter sido reeleito o senhor prefeito municipal, determinou então que não mais fosse fornecido o medicamento. Simplesmente deu a ordem para não fornecer as pessoas que não tivessem ordem judicial, ocasionando um verdadeiro caos na vida dos diabéticos que dependem desse medicamento - trata-se de medicamento de uso contínuo, cujo tratamento não pode ser interrompido - e, ainda, atolou o Poder Judiciário de ações (Só este subscritor já entrou com quase 100 ações até o momento (sendo a maioria coletivas, só desse medicamento).

Isto porque resolveu-se cortar os "gastos" com a saúde. Por outro lado, insistem em gastar milhões com propagandas e eventos (shows e etc...), quando esse dinheiro seria melhor aplicado na saúde.

A União  envia ao Município as insulinas NPH e Regular Humana, assim, a Prefeitura e o Estado não tem gastos. Bem por isso ela sustentam equivocadamente que as insulinas "têm o mesmo efeito", pois, nada querem gastar com o medicamento novo, mais eficaz e que a longo prazo o custo benefício é menor.

Infelizmente  a preocupação dos administradores é quem vai pagar a conta e não o melhor tratamento pelo menor custo. A Prefeitura e o Estado não estão preocupados se a pessoa terá a perna ou algum membro amputado, pois, se ocorrer, quem arcará com o prejuízo é a União (aposentadoria prematura por invalidez), ou seja, não serão eles a terem os cofres públicos onerados. A prefeitura não está preocupada se a pessoa terá complicações devido a falta de controle adequado do diabetes e com isso entre em coma, colocando em risco a vida das pessoas ou que entre em hemodiálise, pois, quem pagará é o Estado e assim por diante.

Por isso, tudo se resume a uma simples questão: Quem vai pagar a conta do tratamento?

Infelizmente o Poder Judiciário não pode ingerir no Poder Executivo dizendo como ele deve gastar o dinheiro, ou planejar de forma melhor o gasto. Essa questão depende da própria iniciativa do Poder Executivo e de vontade política.

Até a cidade vizinha, São José dos Campos reconheceu a importância desse medicamento e criou um protocolo de dispensação do medicamento sem necessidade de entrar com ações. Embora tenha falhas (o procedimento não é analisado por especialista como por exemplo), ainda assim, é um começo, pois, planejou reconhecendo o óbvio, o fornecimento desse medicamento a longo prazo é menos custoso ao Erário.

A vontade política só depende do candidato eleito. Porém, devemos nos lembrar das ações e omissões que o candidato eleito fez durante seu mandato, para que, nas próximas eleições, nós eleitores, possamos tentar mudar isso com nosso voto.

Talvez só assim, tenhamos mais médicos concursados e um hospital público na cidade (sentença judicial obrigando a construir e mesmo assim não é feito), pois, dinheiro tem, o que falta é vontade política!

Jacareí, 06 de abril de 2013

JOSÉ FRANCISCO VENTURA BATISTA
Advogado

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Glicosímetro, glicosímetro meu...

Glicosímetro, glicosímetro meu...
É possível umas planilhas menos coloridas de glicemias do que essas???
Hehehehe...
É gente, estão aí as minhas glicemias de janeiro, fevereiro e março de 2013...
Fiz o download dessas planilhas lá no blog "A Diabetes e Eu" da Luana Alves...
Bem legal essa planilha, ela fez com umas fórmulas que as glicemias, de acordo com um intervalo de valor, têm uma cor diferente...Fica bem mais fácil para visualizar as danadas...
O ideal seria estar tudo (ou quase tudo) verdinho...porém não está...rsrsrs...
Desde o começo do ano, resolvi por conta própria, parar de tomar os comprimidos de Metformina e Janúvia e ficar somente com as insulinas. Isso porque já era assim, mas como sou devagar nos exercícios, acabei começando a tomar esses comprimidos (por recomendação médica).
Aí pensei...se pegar firme no exercício, com certeza os comprimidos não farão falta...Porém, não peguei tão firme assim no exercício, tive que aumentar a dose da insulina, e as glicemias de jejum me deram um baile...
É gente, não adiante nosso glicosímetro é o nosso espelho...
Ele reflete aquilo que nós fazemos...



segunda-feira, 25 de março de 2013

Tentando relembrar meus primeiros dias...

Um dia desses lá na página do blog no Facebook a Lys falou que descobriu há uma semana que está com Diabetes tipo 1.
Sabe aquela sensação de que "o que eu vou falar?". Porque hoje em dia sei que não é tão complicado conviver com Diabetes. Porém, no início é tudo muito complicado! E fiquei tentando me lembrar como foram meus primeiros dias após a internação.
Primeira coisa fundamental é buscar um bom médico endocrinologista (um bom mesmo!) que você possa confiar. Nesta fase, por mais que busquemos informações nas mais variadas fontes, somente o médico endocrinologista que te guiará.
Mesmo assim, você não vive com alguém capaz de te dar as orientações a todo tempo (pelo menos a maioria né...). Então começam os erros e os acertos que te acompanharão para o resto de sua vida...rsrsrs...
Eu não conhecia nada de Diabetes e de uma hora para outra (é o que acontece com a Diabetes tipo 1) passei a administrar situações como aplicar insulina, fazer as medições de glicemia, controlar a alimentação e mais do que isso, mudar radicalmente a minha vida (no meu caso, eu estava precisando dessa mudança já fazia um tempo...rsrsrs...).
Eu me lembro que eu não tinha o "feeling" de lidar com tudo ainda... Não sabia relacionar o uso da insulina com as quantidades de alimentos e também não sabia da importância do monitoramento da glicemia. Tanto é que acho que media uma três vezes por dia apenas!!! Era pela manhã e após as refeições...Por tudo isso, sofri demais com as hipoglicemias, que não sabia direito do que se tratava...Nem eu, nem meu marido....tinha hipo que parecia que eu ia morrer e ele nem estava ali me sacudindo...Total era o nosso desconhecimento...rsrsrs...
Não media antes de dormir...que erro esse!!! Tive diversas hipoglicemias de madrugada até perceber que precisava medir e que na maioria das vezes precisava fazer um bom lanche antes de deitar par não correr risco...
Vivenciei que a Diabetes não era somente combater a hiperglicemia...Era hiperglicemia e hipoglicemia...Vivia  como uma montanha-russa....rsrsrs....Tinha hipo, comia para corrigir e dava hiper...
E fui tentando ajustar as glicemias, mudei de insulina, ajustei as suas doses, passei a medir mais vezes ao dia (isso é fundamental...tá em dúvida, meça sempre!), comecei a compreender melhor as relações disso tudo com a alimentação...
E hoje continuo aqui, tentando, testando, ajustando, medindo e convivendo com a inseparável Diabetes...