segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Qual é o seu tipo?

Perguntinha básica...
Não adianta a pessoa dizer, tenho diabetes.
Tem que saber principalmente qual é o tipo da diabetes!
Isso por um motivo muito simples...
É o que determinará o tratamento!
Apesar do mesmo nome Diabetes tipo 1, Diabetes tipo 2, Diabetes Gestacional, Diabetes Mody, Diabetes LADA...
Os tratamentos são diferentes!
E o que impressiona é que muitos procuram o médico, mas este não faz o diagnóstico correto!
Então fiquem atentos ao seu tipo.
O meu é tipo 1 e o seu?

O diabetes pode ser diagnosticado pelo exame simples da glicemia e o diagnóstico na infância segue os mesmos critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS) das demais faixas etárias, ou seja, pacientes com sintomas presentes, associados a glicemia aleatória igual ou superior a 200 mg/dL. A glicemia de jejum igual ou maior de 126 mg/dL, em duas ocasiões, sendo o jejum superior a 8 horas e inferior a 16 horas. Não há necessidade na grande maioria dos casos, da realização do Teste Oral de Tolerância a Glicose (TOTG). Em situações onde a clínica pode confundir com diabetes tipo 2 e em situações especiais, o TOTG pode ser realizado com a administração de glicose oral na dose de 1,75 g/Kg de peso corporal, numa dose máxima de 75 g. A avaliação da gasometria arterial e de eletrólitos como o sódio e potássio, assim como a determinação de cetonas são úteis para excluir a descompensação cetoacidótica. O exame de urina pode auxiliar no diagnóstico ao evidenciar a presença de glicosúria e eventualmente de cetonúria. A determinação dos níveis diminuídos de peptídeo C e dos auto anticorpos IAA, GAD, ICA512 e antitransportador do Zinco, podem ser úteis e devem ser realizados para confirmação da etiologia autoimune da doença. Recentemente, uma discussão com prós e contras propôs a utilização da Hemoglobina Glicada (A1C) como critério diagnóstico, sendo o valor maior ou igual a 6,5% adotado como critério, porém esse marcador ainda possui limitações para o diagnóstico do diabetes tipo 1, como por exemplo em recém diagnosticados, e ainda sofre muitas variações metodológicas e falta de padronização que nos permita adotá-lo com segurança para o diagnóstico da criança com diabetes.  (Posicionamento Oficial SBD no 1 – 2012)

Nenhum comentário:

Postar um comentário